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sábado, 28 de julho de 2012

CALDO VERDE DO EDU AMARAL

Caldo verde, comida de verdade



Adoro descobrir gente com gosto por cozinha. O Edu Amaral, que eu conheço desde a adolescência, além de filósofo e facilitador da política é também cozinheiro de mão cheia. Gosta de comidas fortes, bem temperadas, sem frescura. E a receita de Caldo Verde que a gente faz aqui, aprendi com ele. Faz uns dias já que pedi para ele repetir a receita, fiz e foi um arraso. Até minha filha, que é bem Mafalda e não gosta de sopa, pediu para provar e comeu, sem resmungar. Anotem aí:

INSTRUÇÕES DO PROF. EDU:
"Não tem segredo, Elisa. Cozinhe batatas, umas três grandonas, junto com as linguiças ou paio, com um pouco mais de 1 litro de água, um tanto de azeite e dois ou três dentes de alho. Depois de cozinhá-las, separe as carnes e bata as batatas com esta mesma água que as cozinhou. Está pronto o creme. Volte à panela e deixe ferver. Quando ferver desligue o fogo e coloque uma xícara de couve manteiga fatiadinha. Pronto!


Eu costumo separar um tanto mais de couve que bato no liquidificador e somo ao creme de batata, antes de colocar a couve.

No mais, pense que a receita é de comida de pobre mesmo. Se quiser acrescentar bacon e cebola, mais alho, refogá-los antes de devolver o creme de batatas... ok. Ah, sim... devolva o caldo na panela e devolva as carnes, né? Eu cozinho uns pedaços grandes para ser mais fácil separá-los da batata. Depois eu as fatio bem fininhas... ;)"

Alimenta a alma e a barriguinha


quarta-feira, 6 de junho de 2012

PÃO DE QUEIJO (Primeira Leitura)

No final de semana, um amigo me contou que quando foi morar sozinho descobriu que aquele papo de que cozinhar é um parto é a maior falácia do mundo. Depois do Google, achar receitas e modos de preparo virou tarefa simples até para os caçulinhas como ele. Concordo. Em parte. Porque mão para cozinha e gosto pela arte culinária não se aprende na internet. Acho que nasce com a gente e vai sendo cultivado em família, dependendo de como é a relação com a comilança...

Foco na textura!

De qualquer jeito, concordo com a parte de que cozinhar é uma diversão e, portanto, tudo fica mais fácil. E, de mais a mais, esse troço de sofrer, suar e ficar esgotado diante de uma receita é totalmente demodê! Amanhã é dia de fazer a compra do mês aqui em casa, o que significa dizer que hoje  os armários estavam bem cavernosos, cheios de vazios... e, dessa forma, o desafio da culinária sustentável (cozinhe com o que tem em casa) ficou mais nervoso... o que tinha lá: polvilho doce e queijo ralado. Depois de um flerte rápido, eles me avisaram que queriam virar pão de queijo. E aí aquelas coincidências: na embalagem do polvilho veio uma receita, que adaptei para isso aqui...

INGREDIENTES:
1 xícara de óleo
1 xícara de leite
3 ovos
uma pitada de sal
1 pacote de queijo ralado
100g de mussarela picada (dá umas 8 fatias)
3 xícaras de polvilho doce
1 colher de sopa de fermento em pó

MODO DE PREPARO:
Coloque os ingredientes líquidos no liquidificador. Bata. Coloque os queijos, o sal e bata. Por fim, coloque o polvilho e o fermento e bata. Enquanto bate no liquidificador, unte forminhas de empada de 5cm de diâmetro com óleo. Despeje a massa de forma que sobre mais ou menos 0,5cm para o fim da fôrma.

Ainda no forno, mas já crescidos e cheirosos...


Aí são 40min de forno médio-alto. Cheira, cresce lindamente e vira isso aqui ó:





Aqui em casa rendeu 22 unidades médias. O gosto é bem suave (dá para comer com doce e com salgado) e da próxima vez farei com queijo de verdade, sem ser de pacote. Aí eu digo no que deu...