Muito fácil, muito bom, muito saudável!
Ingredientes
3 bananas-prata maduras
3 ovos
2/3 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de açúcar mascavo
2/3 xícara (chá) de farinha de trigo
2/3 xícara (chá) de farinha de trigo integral
2/3 xícara (chá) de aveia em flocos
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sobremesa) de canela em pó
1/2 colher (chá) de extrato de baunilha (opcional)
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar
Modo de Preparo
1. Preaqueça o forno a 200 °C (temperatura média-alta).
2. Unte uma fôrma de bolo inglês média (cerca de 22 cm x 10 cm) com manteiga e polvilhe com farinha de trigo.
3. Descasque as bananas, coloque num prato e, com um garfo, amasse bem.
4. Numa tigela, coloque os ovos e o óleo e bata ligeiramente com um garfo. Junte todos os outros ingredientes e misture muito bem.
5. Transfira para a fôrma e leve para assar por 45 minutos ou até ficar bem dourado. Para conferir se o bolo está pronto, espete um palito: se sair limpo, está no ponto.
6. Deixe amornar e desenforme sobre um prato. Sirva a seguir.
Eu ando por aí e vejo uma São Paulo, ou outra cidade, e muito me dá o que falar. Eu fico por aqui bolando alquimia entre ingredientes e muito me dá o que cozinhar.
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domingo, 3 de março de 2013
quarta-feira, 6 de junho de 2012
PÃO DE QUEIJO (Primeira Leitura)
No final de semana, um amigo me contou que quando foi morar sozinho descobriu que aquele papo de que cozinhar é um parto é a maior falácia do mundo. Depois do Google, achar receitas e modos de preparo virou tarefa simples até para os caçulinhas como ele. Concordo. Em parte. Porque mão para cozinha e gosto pela arte culinária não se aprende na internet. Acho que nasce com a gente e vai sendo cultivado em família, dependendo de como é a relação com a comilança...
De qualquer jeito, concordo com a parte de que cozinhar é uma diversão e, portanto, tudo fica mais fácil. E, de mais a mais, esse troço de sofrer, suar e ficar esgotado diante de uma receita é totalmente demodê! Amanhã é dia de fazer a compra do mês aqui em casa, o que significa dizer que hoje os armários estavam bem cavernosos, cheios de vazios... e, dessa forma, o desafio da culinária sustentável (cozinhe com o que tem em casa) ficou mais nervoso... o que tinha lá: polvilho doce e queijo ralado. Depois de um flerte rápido, eles me avisaram que queriam virar pão de queijo. E aí aquelas coincidências: na embalagem do polvilho veio uma receita, que adaptei para isso aqui...
INGREDIENTES:
1 xícara de óleo
1 xícara de leite
3 ovos
uma pitada de sal
1 pacote de queijo ralado
100g de mussarela picada (dá umas 8 fatias)
3 xícaras de polvilho doce
1 colher de sopa de fermento em pó
MODO DE PREPARO:
Coloque os ingredientes líquidos no liquidificador. Bata. Coloque os queijos, o sal e bata. Por fim, coloque o polvilho e o fermento e bata. Enquanto bate no liquidificador, unte forminhas de empada de 5cm de diâmetro com óleo. Despeje a massa de forma que sobre mais ou menos 0,5cm para o fim da fôrma.
Aí são 40min de forno médio-alto. Cheira, cresce lindamente e vira isso aqui ó:
Aqui em casa rendeu 22 unidades médias. O gosto é bem suave (dá para comer com doce e com salgado) e da próxima vez farei com queijo de verdade, sem ser de pacote. Aí eu digo no que deu...
Foco na textura!
INGREDIENTES:
1 xícara de óleo
1 xícara de leite
3 ovos
uma pitada de sal
1 pacote de queijo ralado
100g de mussarela picada (dá umas 8 fatias)
3 xícaras de polvilho doce
1 colher de sopa de fermento em pó
Coloque os ingredientes líquidos no liquidificador. Bata. Coloque os queijos, o sal e bata. Por fim, coloque o polvilho e o fermento e bata. Enquanto bate no liquidificador, unte forminhas de empada de 5cm de diâmetro com óleo. Despeje a massa de forma que sobre mais ou menos 0,5cm para o fim da fôrma.
Ainda no forno, mas já crescidos e cheirosos...
Aqui em casa rendeu 22 unidades médias. O gosto é bem suave (dá para comer com doce e com salgado) e da próxima vez farei com queijo de verdade, sem ser de pacote. Aí eu digo no que deu...
sábado, 7 de abril de 2012
A DELÍCIA DE SER DO CONTRA
Acho que aprendi com meus pais. Ou nasci assim mesmo. Sei que piorou um pouco depois que casei e piorou bastante depois que tive filhos. O fato é que, cada vez mais, não consigo concordar com verdades taxativas e intransponíveis sobre a vida na cidade. Ok, pode me chamar de privilegiada, porque moro num reino encantado da cidade. Mas não é lugar em si que faz a diferença, é a presença e a atitude do cidadão.
Veja bem: São Paulo é uma cidade para se curtir a pé? Claro que não (ainda mais o meu enladeirado bairro). Pois eu fui ao teatro a pé e voltei a pé com minha filha. Pode falar de novo que é um privilégio ter um teatro tão perto. É mesmo, por isso faço uso dele. Adoro. Outra coisa, São Paulo custa caro. Fato. Essa cidade perdeu o juízo na hora de etiquetar produtos e serviços. Mas o teatro foi na faixa, no III Festival de Teatro Infantil do Centro da Terra. Ou seja, quando a gente quer, acha alternativas.
Aí vem a filosofia. Quando a gente anda a pé, se sente no direito sagrado de ocupar a rua e desafiar os carros (por que eles e não eu?). A calçada da rua do teatro é cheia de enormes árvores que ocupam toda a largura do passeio. Não dá para passar ali, de forma que temos de ir pelo asfalto mesmo. E os carros tem de esperar. Simples assim. Naquela rua - ao menos ali - são as pessoas que mandam. E o fato de o teatro ser de graça, iguala as pessoas. Está todo mundo em pé de igualde, de forma que ninguém se impõe ao outro com os arroubos de poder que o "eu paguei, então tenho o direito" faz subir à cabeça.
Por fim, há a arte. Antes das peças, o teatro oferece uma oficina de confecção de máscaras, origamis, fantoches para teatro de sombras. De graça, à vontade, uma hora inteira para adultos e crianças brincarem de desenhar, pintar, recortar, colar e montar. Ou só ficar olhando, como eu fiz. Arte é um pouco como a literatura e faz a gente tratar dos grotescos, dos horríveis, dos malévolos, para chegar ao belo, ao surpreendente, ao mais humano. E assim, com espíritos elevados, crianças e adultos seguem para o espetáculo tão bonito. Jogos de projeção, humor, cores e luzes, um cenário lindo e uma história encantadora. De graça, que começa na hora marcada, e faz muito bem a todos ali.
Depois das palmas, caminhamos até a padaria, enfrentamos uma empadinha de frango, compramos o pão e o leite do café da manhã de amanhã e voltamos andando para casa, comentando a peça e a alegria de com tão pouco ficarmos tão contentes. O único esforço é seguir nadando contra a correnteza de que devemos ficar trancados em nossos bunkers eletrificados e com segurança 24h, porque São Paulo é uma cidade inóspita e perigosa, sem opção. Acho que ser do contra é um ser um tanto livre para dizer: essa cidade aí não me interessa, não me pertence, não a alimento. Minha cidade é outra e cabe tudo isso que falei, com direito a escolha. Ser marginal pode ser, portanto, uma decisão verdadeiramente delicada.
Veja bem: São Paulo é uma cidade para se curtir a pé? Claro que não (ainda mais o meu enladeirado bairro). Pois eu fui ao teatro a pé e voltei a pé com minha filha. Pode falar de novo que é um privilégio ter um teatro tão perto. É mesmo, por isso faço uso dele. Adoro. Outra coisa, São Paulo custa caro. Fato. Essa cidade perdeu o juízo na hora de etiquetar produtos e serviços. Mas o teatro foi na faixa, no III Festival de Teatro Infantil do Centro da Terra. Ou seja, quando a gente quer, acha alternativas.
Aí vem a filosofia. Quando a gente anda a pé, se sente no direito sagrado de ocupar a rua e desafiar os carros (por que eles e não eu?). A calçada da rua do teatro é cheia de enormes árvores que ocupam toda a largura do passeio. Não dá para passar ali, de forma que temos de ir pelo asfalto mesmo. E os carros tem de esperar. Simples assim. Naquela rua - ao menos ali - são as pessoas que mandam. E o fato de o teatro ser de graça, iguala as pessoas. Está todo mundo em pé de igualde, de forma que ninguém se impõe ao outro com os arroubos de poder que o "eu paguei, então tenho o direito" faz subir à cabeça.
Por fim, há a arte. Antes das peças, o teatro oferece uma oficina de confecção de máscaras, origamis, fantoches para teatro de sombras. De graça, à vontade, uma hora inteira para adultos e crianças brincarem de desenhar, pintar, recortar, colar e montar. Ou só ficar olhando, como eu fiz. Arte é um pouco como a literatura e faz a gente tratar dos grotescos, dos horríveis, dos malévolos, para chegar ao belo, ao surpreendente, ao mais humano. E assim, com espíritos elevados, crianças e adultos seguem para o espetáculo tão bonito. Jogos de projeção, humor, cores e luzes, um cenário lindo e uma história encantadora. De graça, que começa na hora marcada, e faz muito bem a todos ali.
Depois das palmas, caminhamos até a padaria, enfrentamos uma empadinha de frango, compramos o pão e o leite do café da manhã de amanhã e voltamos andando para casa, comentando a peça e a alegria de com tão pouco ficarmos tão contentes. O único esforço é seguir nadando contra a correnteza de que devemos ficar trancados em nossos bunkers eletrificados e com segurança 24h, porque São Paulo é uma cidade inóspita e perigosa, sem opção. Acho que ser do contra é um ser um tanto livre para dizer: essa cidade aí não me interessa, não me pertence, não a alimento. Minha cidade é outra e cabe tudo isso que falei, com direito a escolha. Ser marginal pode ser, portanto, uma decisão verdadeiramente delicada.
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