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sexta-feira, 22 de junho de 2012

SOPA DE CEBOLA - quente e light



Sopa de cebola muito light



De novo foi o filho quem deu a letra: "sopa de cebola, mãe!". E eu fui nessa, claro. Só que em vez de creme de leite e vinho branco, caldo de galinha zero gordura e requeijão light. Vai vendo!

INGREDIENTES:
3 cebolas cortadas em rodelas finas
2 pacotes de caldo de galinha sem gordura
500ml de água quente
1 colher de sopa de requeijão light
1 pitadinha de açúcar
azeite


Esquenta por dentro


MODO DE PREPARO:
Refogue a cebola no azeite até que ela esteja murcha e transparente. Demora um pouco, mas vale a pena. Acrescente a pitadinha de açúcar e mexa um pouco. Dissolva os caldos de galinha na água quente e despeje sobre as cebolas. E deixe cozinhar até o líquido reduzir para, mais ou menos, um dedo acima das cebolas. A essa altura, a cebola está toda desmanchada. Coloque o requeijão, mexa até integrar e desligue. Eu servi com um fiozinho de azeite. Ficou show!


...


domingo, 17 de junho de 2012

SOPA DE MANDIOQUINHA COM GENGIBRE


Meio "eu te amo, meu Brasil", né?


Começou assim:

Tínhamos voltado do mercadinho com mil hortaliças, legumes, verduras, temperos frescos e tals. Eu e o filho conversávamos sobre que sopa tomaríamos à noite (sim, nós dois adoramos!). Diante de tantas opções, estava difícil escolher. Lá pras tantas, aconteceu o seguinte diálogo:

-Descobri a sopa que vamos comer hoje! Mandioquinha!
-Oba! Eu quero! 15 x 0 para você, mamãe!
...
-Mãe, já sei! Gengibre!
-Mandioquinha com gengibre fica ótimo. Adorei!
-30 a 15 para mim!

E, assim, o aprendiz de Federer matou a Sharapova das panelas aqui e fui, finalmente enfrentar a receita.

INGREDIENTES:
1/2 cebola picadinha
2 colheres de sopa de azeite
500g de mandioquinha (fatiada fininha)
1 colher de sopa cheia de gengibre ralado
água
sal a gosto
salsinha/cebolinha picada para decorar

MODO DE PREPARO:
Na panela de pressão, refogue a cebola no azeite e, quando ficar transparente e murchar, acrescente a mandioquinha. Refogue por alguns minutos para que a cebola acaricie levemente o gosto da mandioquinha. Coloque a água - somente o suficiente para cobrir a mandioquinha. Sal a gosto. Tampe a panela e deixe cozinhar por uns 10min depois de começar a ferver e apitar. Abra, acrescente o gengibre e cozinhe por mais 5min na pressão. Nesse ponto, a casa inteira estará perfumada de mandioquinha. Quando abrir de novo, a mandioquinha já deve ter desmanchado toda, de forma que não é necessário bater no liquidificador.

Sirva com um punhadinho de cheiro verde picadinho e um fio de azeite.

A sopa quebra o serviço de qualquer adversário. É um ace perfeito!


Federer acertou em cheio!


quarta-feira, 6 de junho de 2012

PÃO DE QUEIJO (Primeira Leitura)

No final de semana, um amigo me contou que quando foi morar sozinho descobriu que aquele papo de que cozinhar é um parto é a maior falácia do mundo. Depois do Google, achar receitas e modos de preparo virou tarefa simples até para os caçulinhas como ele. Concordo. Em parte. Porque mão para cozinha e gosto pela arte culinária não se aprende na internet. Acho que nasce com a gente e vai sendo cultivado em família, dependendo de como é a relação com a comilança...

Foco na textura!

De qualquer jeito, concordo com a parte de que cozinhar é uma diversão e, portanto, tudo fica mais fácil. E, de mais a mais, esse troço de sofrer, suar e ficar esgotado diante de uma receita é totalmente demodê! Amanhã é dia de fazer a compra do mês aqui em casa, o que significa dizer que hoje  os armários estavam bem cavernosos, cheios de vazios... e, dessa forma, o desafio da culinária sustentável (cozinhe com o que tem em casa) ficou mais nervoso... o que tinha lá: polvilho doce e queijo ralado. Depois de um flerte rápido, eles me avisaram que queriam virar pão de queijo. E aí aquelas coincidências: na embalagem do polvilho veio uma receita, que adaptei para isso aqui...

INGREDIENTES:
1 xícara de óleo
1 xícara de leite
3 ovos
uma pitada de sal
1 pacote de queijo ralado
100g de mussarela picada (dá umas 8 fatias)
3 xícaras de polvilho doce
1 colher de sopa de fermento em pó

MODO DE PREPARO:
Coloque os ingredientes líquidos no liquidificador. Bata. Coloque os queijos, o sal e bata. Por fim, coloque o polvilho e o fermento e bata. Enquanto bate no liquidificador, unte forminhas de empada de 5cm de diâmetro com óleo. Despeje a massa de forma que sobre mais ou menos 0,5cm para o fim da fôrma.

Ainda no forno, mas já crescidos e cheirosos...


Aí são 40min de forno médio-alto. Cheira, cresce lindamente e vira isso aqui ó:





Aqui em casa rendeu 22 unidades médias. O gosto é bem suave (dá para comer com doce e com salgado) e da próxima vez farei com queijo de verdade, sem ser de pacote. Aí eu digo no que deu...


sábado, 19 de maio de 2012

MOLHO DE TOMATE À HÉSTIA

Héstia é a deusa grega responsável por manter o fogo da casa aceso, para que se possa cozinhar e para que o lar seja um lugar acolhedor. Se eu fosse escolher uma deusa grega para ser, queria ser ela. E hoje, no macarrão do jantar prestei uma singela homenagem. Olha só...

INGREDIENTES:
4 tomates maduros, cozidos para tirar a pele.
1 pacote de molho pronto (o mais tradicional que tiver, sem nenhum complemento)
meia cebola pequena
2 dentes de alho
azeite

MODO DE PREPARO:
Bata a cebola, o alho e um tanto de azeite, no liquidificador. Reserve.
Tire as peles do tomate, bata-os com o molho pronto no liquidificador (não precisa lavar o liquidificador da etapa da cebola para essa, para o molho já ir tomando gosto).
Refogue a pasta de alho/cebola/azeite em fogo baixo, até os primeiros começarem a dourar.
Junte o molho de tomate batido.

E aí, nesse ponto é que começa a porção Héstia da Alquimia: cozinhar, em fogo muito brando, até o caldo bem líquido virar um molho encorpado e saboroso. Aqui em casa coloco sempre uma colherinha de café de açúcar para quebrar o ácido da cebola e do tomate.

Não tenha pressa. Quanto mais cozinhar, mais gostoso fica. Vai mexendo com colher de pau para não grudar o fundo e vai deixando o fogo dar o tempero dele... Héstia ficaria orgulhosa.

Atualizado às 19h36...




sábado, 7 de abril de 2012

Sábado, aleluia!

O almoço aqui, em geral, começa na noite anterior, quando passo o freezer em revista e, a partir das opções que temos ali, vejo as preferências de cada um que vai almoçar em casa. A carne escolhida foi uma picanha. Ontem era dia de peixe, então hoje precisamos de um bovino para alimentar as células mais carnívoras. Nossa picanha já veio em bifes e, por isso, precisava de um tratamento especial. Picanha não pode endurecer.É uma espécie de crime.

Aliás, sempre que penso em carne mal-tratada, lembro de uma moça que trabalhou aqui em casa. Um dia cheguei da faculdade e, ainda no elevador, podia ouvir um barulho seco de marteladas tum tum tum tum. Entrei em casa e o barulho vinha da cozinha. Quando entrei naquele ambiente vi a moça debruçada sobre a tábua de carne, golpeando uns bifes sem dó. Sem nenhum dó. "Eram filés-mignons", lembrei... e contive uma lágrima que queria escorrer do meu olho esquerdo, enquanto ela me explicava taxativa que se não bater, a carne não amolece.

Carnes são como mulheres dengosas, precisam ser tratadas com carinho e do jeito certo. Cada carne, uma sentença. A nossa picanha daqui precisava de manteiga, sabia isso só de olhar. Aí lembrei de um amigo que fazia uma pasta de manteiga com ervas e colocava sobre os bifes depois de fritos. E resolvi fazer algo assemelhado. Vamos lá:

(Receita para seis bifes de picanha com 1 cm de altura)

4 colheres fartas de manteiga em temperatura ambiente (não me venha com margarina, pelamor)
2 dentes de alho bem picadinhos
uma pitada gorda de alecrim (do meu jardim)
uma pitada de manjericão fresco.

Misture tudo e passe sobre os bifes e deixe tomando gosto por 1h mais ou menos. Cubra com alumínio e , depois, forno. Calculo que entre 40 e 45min esteja pronto.

Acho que vai precisar corrigir o sal, mas não quis arriscar para não endurecer a carne. Está no forno neste momento. Aviso o que deu já já.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A FELICIDADE É FÁCIL E POSSÍVEL

Encontrei um amigo na fila da cantina da faculdade e, em pouco  mais de três minutos, chegamos à conclusão de que não é difícil ser feliz e que, na verdade, a felicidade é simples e barata. Estávamos, é claro, nos referindo à parte gastronômica e alimentar que compõe a felicidade (ou alguém duvida que comida e felicidade têm uma relação intensa uma com a outra?), uma vez que estávamos a caminho de um lanchinho no meio da manhã.

Olhei as duas estufas de salgadinhos e as prateleiras todas que sustentam as opções de comida nas duas cantinas e não encontrei nada que me fizesse feliz de fato. Esse amigo, outrora comilão como eu, hoje é um amante de chá e dá um baile no quesito silhueta. Não deixou, contudo, de ser um apreciador da boa refeição e - por isso mesmo - sofre como eu na hora de escolher o que comer nas lanchonetes da vida. Há, como vocês sabem, uma brutal diferença entre fazer o estômago feliz e se empanzinar. Para vocês terem ideia, a primeira atividade, mesmo que seja resolvida com comida calórica, não engorda. Juro. Já a segunda, mesmo que a comida seja pretensamente "light" (como croissant de brocoli, ou mini-torta de peito de peru), engorda só de se sentir o cheiro. Porque estômago feliz não é estômago entupido. Ouso dizer que é bem o contrário disso.

E o fato é que nessas cantinas e de lanchonetes, o que a gente vê mesmo é comida que empapuça, mas não alimenta nem faz feliz. Sejamos honestos. Por isso falei ao meu amigo - enquanto me decidia entre um enrolado de calabresa e um pão de batata recheado com frango com catupiry (Gzuis!!!) - que eu não ia achar nada ruim, nada mesmo, se por ali vendessem uma embalagem plástica com palitos de cenoura, aipo e pepino japonês e um molhinho feito de limão, azeite, sal e pimenta do reino. Vejam que simplicidade, mas reparem a alegria que mora nesse conjunto. Pessoas em volta da mesa, no intervalo das aulas, petiscando "finger-foods" alegres! Outra boa possibilidade seriam torradihas de pão francês com alho e tomate esfregados e um pouquinho de forno para aquecer. Quatro torradinhas no prato já me fariam a mais feliz das pessoas (e se a moça da cantina colocasse uma folhinha de manjericão fresco sobre cada uma das torradas, aí seria a glória!). Reparem que são soluções rápidas, baratas (pouco calóricas, vá lá) e cheias de sabor... Duvido que seja difícil produzir e aposto que muita gente ia querer.

Quando terminei minha digressão, meu amigo teve de concordar. A felicidade é fácil de ser alcançada, ainda que seja só no setor gastronômico. "Mas precisamos começar por algum lugar", arrematou ele, com a sabedoria de sempre.

sábado, 6 de agosto de 2011

A INCRÍVEL HISTÓRIA DO OVO NO BURACO

Lá em casa é assim. Se eu perguntar "O que vamos jantar hoje?", a resposta é sempre una: OVO NO BURACO!! A receita não é minha. Peguei via twitter com o super repórter Flávio Gomes (@flaviogomes69), ele ia twitando o passo a passo e a cada novo post, ficava babando. A ideia é simples e arrebatadora, como as grandes ideias, e deliciosa, como as grandes receitas. E foi isso que a gente comeu dia desses. É assim ó:

1. Enquanto a manteiga derrete na frigideira, você faz um buraco no centro do pão de forma.

 Pão de forma para as crianças...

... e light integral para mim

2. Quebre o ovo, com cuidado para a gema não estourar, dentro desse buraco. Tampe a frigideira e deixe fritar um pouco.

 A precisão da gema no olho do buraco

3. Quando estiver soltando do fundo, vire delicadamente. Essa é a hora de colocar sal e, caso queira, uma fatia de queijo para derreter por cima (Fala, Gordola!!!!). Deixe fritar mais um pouquinho e pronto! É só comer!!!

 O da filha é com queijo derretido...

O do filho é puro, mas vezes dois...


Aqui em casa, a gente gosta com a gema meio mole meio dura, mas dá para achar o ponto ideal para cada gourmand... Olha aí a cara do bichinho. Alguém duvida que é incrível?