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domingo, 19 de agosto de 2012

TORTINHA DE PROVOLONE COM SALAME - sobras de festa, almoço feliz!


Começa assim... 
foto do turismopelobrasil.net)


Meu irmão vai concordar comigo. Nada mais legal do que, depois de uma festa em casa, acordar e se deparar com as sobras da balada: queijo, salame, pãezinhos, patês e encarar tudo de novo agora pintado de café da manhã. A casa da minha família sempre abrigou boas festas e era quase uma tradição matar os restos (deus, que palavra mais terrível para comidinhas tão queridas!) no desjejum do dia seguinte. Tanto assim, que se algum desavisado guardava tudo e lavava a bagunça querendo dar um adianto no serviço, a gente se sentia profundamente ofendido.

Pois bem, importei esse ótimo hábito para a minha própria casa. E ensinei o marido a nunca guardar as comidinhas antes do café da manhã. Ele demorou a entender, mas hoje percebe que com tradição não se brinca (risos). Mas o melhor de crescer é criar as próprias tradições. Somando a herança de família com meu gosto pela culinária, desenvolvi o almoço feito com os pouquinhos restantes das baladas. Um dos que mais faz sucesso aqui em casa é a torta de provolone com salaminho (que sempre sobram aqui). A receita é assim:

INGREDIENTES:

1 xícara de amido de milho
1 xícara de farinha de trigo
sal
1 xícara de leite
3 ovos
1/4 xícara de azeite de oliva
Cerca de uma xícara de queijos picados (provolone é o melhor pelo gosto forte)
1 colher de sobremesa de fermento químico em pó
1 xícara de salame picado grosseiramente


MODO DE PREPARO:
Bata tudo no liquidificador, menos o salame.
Unte a assadeira com azeite e farinha de trigo, coloque metade da massa, disponha o salame, e coloque por cima o restante da massa. Leve ao forno por uns 20min, ou até que esteja assado.


... Termina assim
(foto do Cybercook.com.br)


PS IMPORTANTE 01 - Você pode variar os recheios de acordo com o que sobrou da sua festa: azeitona, outros queijos, patês, alcachofra. 

PS IMPORTANTE 02 - Não tem certo e errado, tem os ingredientes que você tem em casa. O importante é prolongar a alegria a alegria da festa até o almoço do dia seguinte. Esse deve ser o espírito.

sábado, 16 de junho de 2012

RABANADA DE FORNO - Fatia de parida

Salpicadas com açúcar e canela


Na minha vila, rabanada se chama fatia de parida. Na minha lembrança, era minha mãe quem fazia. Na minha casa sobrou pão francês. Na minha escola, pão velho vira farinha de rosca e fatia de parida. É simples assim.

O que mudou de lá para cá é que percebi que não gosto de doce frito. Aliás, não gosto de fritura. Venho descobrindo dia a dia. Por isso é que decidi fazer rabanada no forno. É o mesmo doce sem o mal-estar que o óleo me causa....

INGREDIENTES:
5 pães franceses amanhecidos
1 copo de leite
2 ovos
1 xícara de açúcar
açúcar e canela para polvilhar por cima de tudo.

MODO DE PREPARO:
Corte os pães em fatias largas (uns 2cm de altura mais ou menos)
Disponha as "torradas" numa assadeira
No liquidificador bata o leite, os ovos e o açúcar. Despeje esse líquido sobre os pães. Por cima, polvilhe açúcar e canela. Aí, forno até dourar!

Aqui em casa já está assando há 20min e ainda não está bom. Assim que estiver ok, atualizo e boto foto! O cheiro está espetacular!

ATUALIZADO ÀS 14h22:
Ficou muito bom. Suave, nada enjoativo. Mas da próxima vou experimentar com mais caldo. Depois eu conto.



A textura e o cheiro. Há quem prefira mais molhada.
Essa fornada ficou bem sequinha



Ladrinha 01: me pediu pão doce de manhãzinha


Ladrãozinho 02: BBMP roubando a fatia

terça-feira, 5 de junho de 2012

CALDA DE GELEIAS LIGHT E DIET

Foi uma provocação. Não tenho a menor dúvida...





Foco na consistência

Cheguei em casa mais cedo e o cheiro de bolo de fubá já me pegou no elevador. Torci para que viesse da casa da minha vizinha, a cozinheira de mão cheia Dona Luiza. Não era. Vinha de casa mesmo.  Eu adoro, como feliz um quarto de bolo... daí porque me preocupava, mas ok.Então não havia outra alternativa se não encarar a iguaria.

Aí tive um estalo: se tiver cobertura, como menos. É psicológico. E lembrei das minhas geleias light e diet, com sucralose e entendi que elas queria muito virar uma calda, meio doce meio azeda, muito leve e muito gostosa. Faltava a goiabada orgânica e light que estava ao lado dos vidros de geleia. Toca colocar tudo numa panelinha,  goiabada em cubinhos, meio copo de água e fogo baixo nelas....

Quando estava homogêneo e grossinho, apaguei o fogo e coei a calda (porque uma das geleias era de framboesa e tinha carocinhos que, confesso, detesto...). E pronto.

Servi ainda quente e ficou hmmmmmmm assim ó:










 Importa dizer que geleia light e com sucralose são zero pontos no Vigilantes do peso e tem realmente pouquinhas calorias, além de ter um papel importante na sensação de "comer um docinho".

domingo, 29 de abril de 2012

PAVÊ DE TANGERINA




Gente, eu curti esse negócio de fazer pavê (sem trocadilho, ok?). Aí, comecei por mais uma variação do doce ontem. Olhei para a fruteira e mirei duas tangerinas que estavam no auge e, se não fossem aproveitadas, iriam fenecer... pois bem, minha dispensa tinha leite condensado e creme de leite. O vidro de biscoitos doces tinha vários exemplares de bolachas sem recheio e avulsas. Somando-se as partes, tínhamos um pavê.

Vejam só:

CAMADA 01:
Suco de duas tangerinas
suco de 1 limão médio
1 lata de leite condensado.

*Misture tudo e leve à geladeira (teoricamente, o ácido das frutas vai endurecer o leite condensado. Quanto mais ácido, mais endurece)
Enquanto esse creme toma força, faça a CAMADA 03

CAMADA 03:
1 clara em neve, bem dura
2 colheres de sopa de açúcar
1 lata de creme de leite sem soro

*Depois de bater a clara, acrescente o açúcar e o creme de leite e bata por uns 3min na batedeira.
Reserve.

CAMADA 02:
10 unidades de biscoitos doces (qualquer tipo) quebrado em pedaços grandes. (Eu aproveitei aqueles abandonados no vidro de biscoito e que as pessoas ficam com preguiça de comer, sabe? A tal culinária sustentável, faz com o que tem em casa...)

MONTAGEM:
Sobre a camada 01, que já deve estar durinha, coloque os biscoitos quebrados. E, por cima deles, o creme da cama 03. Aí é gelar!

Eu não enfeitei por cima, fica ao gosto do freguês. Não deu para fotografar. Consumimos antes que o fotógrafo pudesse trabalhar...




domingo, 22 de abril de 2012

PAVÊ DE OVO DE PÁSCOA

É tudo culpa da Larissa S. de Lima, minha aluno, audiófila e cozinhadora como eu. Ela postou no Face que ia fazer um pavê de Sonho de Valsa. Pedi a receita para comparar com a que eu tinha aqui (culpa da minha amiga formiga Mirella Consolini e da super Dona Edna, mãe dela). Achei a receita da Larissa muito incrível e decidi fazer.


Com a dramática luz da geladeira




Ela mandou essa aqui ó:

12 bombons sonho de valsa
1 barra de chocolate1 pacote de bolacha maisena
CREME 11 lata de leite condensado;a mesma medida de leite;3 gemas;2 a 3 colheres de amido de milho p/ engrossar

Coloque tudo na panela e mexa até engrossar. (algumas pessoas colocam o creme assim, eu quebro 5 dos bombons e misturo no creme depois de pronto)
CREME 21 lata de leite condensado;½ (medida da lata) de leite;4 colheres de chocolate em pó;1 colher de manteiga
Coloque no fogo baixo e mexa até engrossar.tire do fogo e coloque 150 ml de creme de leite

Molhe as bolachas no leite e intercale uma camada de bolacha com uma camada do creme 1, depois da segunda camada do creme faça uma camada com 7 bombons sonho de valsa triturados.
espere esfriar um pouco e coloque o creme 2 por cima.
rale uma barra de chocolate e decore



Adepta que sou do "cozinhe com o que tem em casa", lembrei dos milhões de pedaços de ovo de Páscoa que ainda resistiam bravamente aqui em casa e decidi que, no lugar dos Sonhos de Valsa, teríamos Ovos de Páscoa. E fiz assim:

CREME
2 latas de leite condensado
3 gemas
300ml de leite
2 col. de sopa de amido de milho.

Levei tudo ao fogo baixo até engrossar e soltar do fundo da panela. 

Molhei as bolachas de maisena no leite e forrei o fundo da travessa.

Coloquei METADE do creme branco sobre as bolachas. A outra metade ficou na panela e voltou rapidamente ao fogo, onde acrescentei duas colheres beeeem cheias de Nescau e mexi. Desliguei o fogo e acrescentei uma caixa de creme de leite e mexi, mexi, mexi.

Enquanto eu fazia isso, as crianças quebravam os ovos em pedaços pequeninos. Os pedacinhos foram para cima do creme branco (recapitulando as camadas: bolachas, creme branco, ovos de páscoa).

Por cima dos chocolates quebrados foi o creme de chocolate que estava na panela. E por cima de tudo, bolacha maisena moída.

Deu para entender?

Ficou assim ó:


Atentem para as camadas


 Farofa de biscoito de maisena, 

porque todo doce pede um crocante



ATUALIZANDO:




domingo, 11 de março de 2012

BOLO DE LARANJA LEVINHO

Seis laranjas dormiam na fruteira e, ao me ouvirem entrar na cozinha, pediram para virar um bolo. Não resisto aos pedidos das frutas. Elas querem ser devoradas, mesmo que para isso seja necessário um certo disfarce. Aí eu fiz assim:

INGREDIENTES
5 laranjas
2 xic de açúcar
2 xic de farinha de trigo
1 xic de suco de laranja (natural! Se a laranja estiver azeda, melhor!)
3 ovos
2 col. de sopa de manteiga
2 col. de sobremesa de fermento em pó.

MODO DE PREPARO
Bata as claras em neve (vovó Regina ensinou a juntar uma colherinha de água para cada clara, assim ela cresce mais). Reserve.
Em outra vasilha, junte a farinha, o açúcar, a manteiga, as gemas e o suco de laranja e bata até a massa ficar homogênea. Quanto mais bate, mais fofinha fica. Junte o fermento e bata mais, até incorporar.
Junte as claras em neve e misture à mão, para não perder o aerado que as claras dão.
Coloque numa assadeira e leve ao forno pré-aquecido em temperatura média. Aqui em casa levou 40min.

Espere esfriar um pouco e desenforme. A gente comeu meio quentinho mesmo. Estava incrível, ó:

Minha sobrinha vai levar de lanche amanhã!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

ERA SÓ UM MACARRÃO DE DOMINGO

Isso aqui tinha um cheiro...

A gente tinha acabado de voltar de um lauto banquete na casa da minha mãe. Um bacalhau às natas, em homenagem à minha viagem por Portugal. Mas já eram 19h e as crianças precisavam jantar. Ok, mentalmente comecei a fazer o percurso dos armários da cozinha imaginando que alquimia podia dar.

Encontrei macarrão. E avisei que seria macarrão. A recepção foi calorosa. Aí mentalmente fui para a geladeira. Manteiga de boa qualidade, tomates maduros e - ahhhhh! - linguiça calabresa defumada, comprada no intuito de virar feijoada, mas alçada, naquele minuto, à condição de estrela do macarrão do domingo. Mas isso eu não contei, seria uma surpresinha.

Comecei picando a cebola grosseiramente. Enquanto ela derretia junto com a manteiga e ia se tornando transparente, piquei o alho minusculamente e o tomate em pedaços largos. Assim que a filha saiu do banho e acusou o cheiro de cebola fritando na manteiga, era o ponto exato de juntar a ela tomate e alho. Deixei apurar um pouco ao mesmo tempo em que cortava a linguiça em quartos de círculo. 0,5 centímetro é a altura certa da fatia de linguiça. E, sim, isso faz toda a diferença. Foi uma calabresa inteira para a caçarola. Fritou um pouco junto com os outros ingredientes e ficou lá dentro da panela esperando o molho reduzir.

A água já fervia, o macarrão submergiu delicado, se entregando aos poucos ao calor. Ganhou sal e fez o trabalho lentamente. As borbulhas da água do cozimento da massa marcavam o chão e a essa altura apaguei o fogo do molho. Sempre acho que o molho deve descansar depois da intensidade a que é submetido. Afinal, ele precisou alcançar o pico do sabor em pouco tempo. Enquanto o macarrão terminava a caminhada para chegar ao ponto, coloquei - escondida - uma pitadinha de pimenta rosa desidratada no molho e mexi, bem suave. A ideia não era deixar ardido por igual, era oferecer pequenos teritórios de ardidura, encontrados pela língua assim, meio por acaso, como uma surpresa sorrateira.

Virei o macarrão na travessa, molho por cima e aí aquela tarefa de harmonizar o design do prato. Um tomate para cá, duas linguiças ali do outro lado e, voilà! Juro que era para ser um macarrão de fim de domingo... mas foi impossível...