domingo, 2 de setembro de 2012

SALADA DE MACARRÃO

Salada de macarrão. Sem explicação.





INGREDIENTES:
2 xícaras cheias de macarrão parafuso já cozido
1 xícara de cenoura ralada
2 mussarelas de búfala grandes cortada em cubos
2 tomates italianos cortados em cubos
1/2 xícara de cheiro verde picado
1/2 xícara de pimentão amarelo picado
1/2 copo de requeijão
1/4 de xícara de água.

MODO DE PREPARO
Misture tudo na saladeira, menos o requeijão e a água.
Esquente um pouquinho a água, misture com o requeijão e, quando estiver homogêneo, coloque sobre a salada e misture bem, para que o molho de requeijão abrace cada um dos ingredientes. Coloque na geladeira até ficar fria (não precisa gelar). Sirva. Vale como prato único também.



domingo, 26 de agosto de 2012

LIBERDADE JÁ DE MANHÃZINHA

A Liberdade tem um preço. R$ 81,60, no caso.
Verdade. Tirando as passagens de metrô de ida e volta, isso foi o que gastei numa esticada até o bairro japonês com a molecada. A gente tinha que comprar os legumes e as verduras da semana, mas eu estava sem saco para ir à feira e eles sem ânimo para ir ao super-mercado. De repente baixou a inspiração: Vamos para a Liberdade. Lá tem uns mercados incríveis, hoje é dia de feira de artesanato e, de quebra, a gente leva comida japonesa para almoçar. Toparam em menos de 30 segundos, claro.

Vinte minutos depois estávamos no metrô. O caminho para a Liberdade é o trem. É a melhor opção. Embora no domingo seja um pouquinho mais lento, para na porta, é vazio e sustentável. Chegamos cedo, então ainda não estava tudo lotado. As barrcas ainda estavam sendo armadas e o cheiro de camarão frito ainda não dava o ar da graça. Começamos descendo a Galvão Bueno. Parada obrigatória naquele mercado que fica no no. 34. Minha filha traduziu: "Isso aqui é uma perdição". E é mesmo. Enquanto o filho se acabava na escolha dos sushis e dos sashimis, ela ficava em dúvida entre os biscoitos de chocolate, ou de ursinho recheado. Eu me perdi primeiro entre os shimejis e shitakes vendidos por um terço do preço praticado no Pão de açúcar e metade do preço pedido na feira. Depois surtei entre as cerâmicas de servir, de chá, de apoiar o hashi. É muita coisa linda e barata junta.

Tem muita tranqueira também. Coisa misturada. China com Japão, meio Paraguai. Mas é só desviar o olhar e continuar descendo a Galvão Bueno. Voltamos à feirinha, que já estava de pé, atravessamos a cortina de fumaça de camarões fritos (quase irresistível), mas atravessamos rápido o suficiente para não impregnar na roupa. Cada criança ganhou um enfeitezinho de porta. O do filho de peixe, claro. O da filha, de flor, claro! Voltamos para o metrô e desembarcamos em casa cheio de sacolas e imersos nos ares do Japão que habitam nossa cidade. Recomendo!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MOLHO DE MOSTARDA COM LARANJA

A inspiração foi uma salada animal que comi na Padaria Pão de Ló, na Rua São Carlos do Pinhal. Alface, cubinhos de frango, lascas de parmesão e croutons. Mas o melhor é o molho de mostarda que vem junto. Não pedi a receita, mas calculei pelo gosto e fiz um molho fortemente inspirado nesse. Ficou tão bom que matei a travessa de salada às 17h, assim que cheguei em casa, nem esperei o jantar.

Quer anotar? Lá vai:

INGREDIENTES:
2 Colheres de sopa de mostarda
Suco de 1 laranja
1 colher de sobremesa de mel
2 colheres de sopa de azeite

MODO DE PREPARO
Misture tudo. Há quem coloque sal. Eu não senti vontade, porque a mostarda já era bem salgadinha. E, na Pão de Ló, coloquei um pouquinho de vinagre balsâmico. Ficou ótimo também.

domingo, 19 de agosto de 2012

TORTINHA DE PROVOLONE COM SALAME - sobras de festa, almoço feliz!


Começa assim... 
foto do turismopelobrasil.net)


Meu irmão vai concordar comigo. Nada mais legal do que, depois de uma festa em casa, acordar e se deparar com as sobras da balada: queijo, salame, pãezinhos, patês e encarar tudo de novo agora pintado de café da manhã. A casa da minha família sempre abrigou boas festas e era quase uma tradição matar os restos (deus, que palavra mais terrível para comidinhas tão queridas!) no desjejum do dia seguinte. Tanto assim, que se algum desavisado guardava tudo e lavava a bagunça querendo dar um adianto no serviço, a gente se sentia profundamente ofendido.

Pois bem, importei esse ótimo hábito para a minha própria casa. E ensinei o marido a nunca guardar as comidinhas antes do café da manhã. Ele demorou a entender, mas hoje percebe que com tradição não se brinca (risos). Mas o melhor de crescer é criar as próprias tradições. Somando a herança de família com meu gosto pela culinária, desenvolvi o almoço feito com os pouquinhos restantes das baladas. Um dos que mais faz sucesso aqui em casa é a torta de provolone com salaminho (que sempre sobram aqui). A receita é assim:

INGREDIENTES:

1 xícara de amido de milho
1 xícara de farinha de trigo
sal
1 xícara de leite
3 ovos
1/4 xícara de azeite de oliva
Cerca de uma xícara de queijos picados (provolone é o melhor pelo gosto forte)
1 colher de sobremesa de fermento químico em pó
1 xícara de salame picado grosseiramente


MODO DE PREPARO:
Bata tudo no liquidificador, menos o salame.
Unte a assadeira com azeite e farinha de trigo, coloque metade da massa, disponha o salame, e coloque por cima o restante da massa. Leve ao forno por uns 20min, ou até que esteja assado.


... Termina assim
(foto do Cybercook.com.br)


PS IMPORTANTE 01 - Você pode variar os recheios de acordo com o que sobrou da sua festa: azeitona, outros queijos, patês, alcachofra. 

PS IMPORTANTE 02 - Não tem certo e errado, tem os ingredientes que você tem em casa. O importante é prolongar a alegria a alegria da festa até o almoço do dia seguinte. Esse deve ser o espírito.

domingo, 12 de agosto de 2012

BOLO DE FLOCÃO DE MILHO E CALDA DE FRUTAS VERMELHAS

Naquelas minhas incursões por uma alimentação mais natural, comprei um pacote de flocão de milho. É uma espécie de milharina, mas muuuuito mais fofo e flexível, que se dispõe a virar cuscuz ou bolo com a mesma alegria. Hoje o flocão me pediu para virar bolo. Reli "Comidinhas vegetarianas", revirei algumas receitas na web, lembrei do bolo com recheio de goiabada que minha aluna Beatriz Rizzi fez noutro dia e fui para a minha versão:

INGREDIENTES:

BOLO:
2 xícaras de flocão de milho
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
1 xícara de leite de coco (pode ser leite também, mas estou fugindo um pouco de lactose)
2 colheres de sopa de manteiga derretida (pode ser 1/2 xícara de óleo para quem quer escapar da lactose)
4 ovos
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal

CALDA:
Geleias de frutas vermelhas e goiabada. (As geleias eram orgânicas e sem açúcar e a goiabada cremosa, orgânica e sem açúcar também.). Aproximadamente 1 xícara de chá.
Água

MODO DE PREPARO:
Coloque os ingredientes líquidos no liquidificador e bata. Depois vá colocando cada um dos ingredientes secos e vá processando. Unte uma forma com buraco no meio com manteiga e farinha de trigo, despeje a massa do bolo e reserve.

Coloque as geleias e a goiabada com um pouco (não sei quanto, vocês vão sentir) de água e deixe ferver. Quando estiver bem homogêneo desligue.

Despeje essa calda na massa ainda crua e não mexa. Leve ao forno pré-aquecido e deixe assar. Creio que demora uma hora.... aqui está no forno, vamos aguardar. Fiquem com a preparação por enquanto:







ATUALIZAÇÃO 1h depois:

Demorou 50min no meu forno.
Desenformei ainda quente e percebi que a calda tinha escorrido toda para o fundo da forma, deixando a parte de baixo meio quebradiça, então virei o bolo e estou apresentando a parte de cima mesmo, que ficou bem legals. Preciso descobrir um jeito de colocar a calda mais no meio do processo de assar, para que ela não escorra...
O bolo fica com microbolinhas e fica bem doce também. Na próxima, reduzirei o açúcar.
De resto, ficou bem bom. O contraste do doce do bolo com o azedinho da calda ficou show!








domingo, 5 de agosto de 2012

NUTELLA, O URSO CONQUISTADO

Meus filhos fizeram uma coisa muito legal.
Há uns dez dias, fomos ao shopping e eles se encantaram por uma loja de bichinhos de pelúcia. Na verdade, uma loja de construir bichinhos de pelúcia e de acessórios para os mascotes. Um sonho, fato. A mais velha, de 10 anos, tinha acabado de ganhar a semanada, R$ 10,00 e achou que pudesse, com aquele dinheiro, garfar um ursinho. Não dava, claro. O vendedor disse que, no mínimo, ela precisava de uns R$ 40,00 a mais, para sair de lá com o fofinho debaixo do braço. Ela ficou desolada, queria montar um bichinho... o irmão entrou na queixa e também pediu. Foi quando propus: por que não juntam um dinheiro e vêm aqui, juntos e montam o ursinho? Toparam na hora e começaram a fazer contas. Precisariam de uns dois meses juntando parte da semanada da filha e mais uns troquinhos para chegar no objetivo. Depois ela lembrou que não tinha gastado o dinheiro do lanche, tinha umas sobras nas bolsas e talvez assim precisasse de menos semanas. Àquela altura, já tinham cerca de 35 reais.

Chegando em casa, lembrei do cofrinho coletivo, que fica na cozinha e recebe todas as nossas moedinhas há um bom tempo. Estava ali para aquelas emergências domésticas, mas achei que a causa era nobre. Os filhos sentaram na mesa de jantar, viraram o cofre e começaram a fazer montinho de R$ 1,00. Alegria toda: Quase 20 reais ali. Já tinham mais de 50. O ursinho estava garantido. Aí, somando semanada, uma ajudinha aqui e outra ali, conquistaram mais de 80 reais. Quase tudo em moeda. Prometi que, no dia que o dinheiro estivesse ok, eu mesmo os levaria ao shopping. E o dia foi hoje:
























LIVRO NOVO - COMIDINHAS VEGETARIANAS



Comprei no fim das férias: Comidinhas Vegetarianas,
de Rita Taraborelli (Ed. Publifolha)






Não. Eu não virei vegetariana e nem pretendo. Embora, caso algum médico, um dia, me dissesse que não posso mais comer carne, só ia sofrer mesmo pelos peixes e pelos frutos do mar. Carne, frango e porco não me fariam muuuuuuita falta não. Mas então, por que comprar um livro chamado Comidinhas Vegetarianas? Explico:


1. Primeiro, porque é um livro de Comidinhas, como o próprio nome diz. E essa variedade é altamente tentadora para uma glutona como eu. Tem um componente de cuidado e carinho no preparo que, em geral, tornam o quitute mais gostoso.


2. Segundo, porque eu sou a vergonha dos gorduchos. Adoro salada, doces de frutas e comidas transformadas com vegetais. O gosto dos vegetais (mais do que o do bacon, o da carne e o dos amidos) é o que mais me apetece nas comidas. As frutas, os legumes e as verduras, dificilmente enjoam, causam mal-estar, se combinam perfeitamente com azeite e temperos variados. São, portanto, a alegria da refeição.


Para explorar o sabor dos vegetais e ainda fazer bonito




O grande engano em relação às cenouras, beterrabas, pepinos, chuchus (sim, chuchu... eu e o filho adoramos!), e que tais, é imaginar que basta jogar na água e cozinhar, colocar um salzinho e pronto. O mesmo para a salada. Nada mais furreba que tomate e alface tendo que se aturar mutuamente numa vasilha de inox. 


Vegetais gostam de ser tratados como estrelas, querem se combinar, se casar e se entregar aos cheiros e sabores que os fazem brilhar, explodir de sabor. Temperos secos, ervas finas, mix de especiarias, além de azeite, manteiga, creme de leite, ghee, e similares, costumam fazer uma cenoura virar um creme mágico. Acreditem.


E esse livro novo, Comidinhas Vegetarianas, vai bem nesse caminho. Ainda vou experimentar as receitas de Rita Taraborelli e volto aqui para contar a vocês.