domingo, 22 de abril de 2012

PAVÊ DE OVO DE PÁSCOA

É tudo culpa da Larissa S. de Lima, minha aluno, audiófila e cozinhadora como eu. Ela postou no Face que ia fazer um pavê de Sonho de Valsa. Pedi a receita para comparar com a que eu tinha aqui (culpa da minha amiga formiga Mirella Consolini e da super Dona Edna, mãe dela). Achei a receita da Larissa muito incrível e decidi fazer.


Com a dramática luz da geladeira




Ela mandou essa aqui ó:

12 bombons sonho de valsa
1 barra de chocolate1 pacote de bolacha maisena
CREME 11 lata de leite condensado;a mesma medida de leite;3 gemas;2 a 3 colheres de amido de milho p/ engrossar

Coloque tudo na panela e mexa até engrossar. (algumas pessoas colocam o creme assim, eu quebro 5 dos bombons e misturo no creme depois de pronto)
CREME 21 lata de leite condensado;½ (medida da lata) de leite;4 colheres de chocolate em pó;1 colher de manteiga
Coloque no fogo baixo e mexa até engrossar.tire do fogo e coloque 150 ml de creme de leite

Molhe as bolachas no leite e intercale uma camada de bolacha com uma camada do creme 1, depois da segunda camada do creme faça uma camada com 7 bombons sonho de valsa triturados.
espere esfriar um pouco e coloque o creme 2 por cima.
rale uma barra de chocolate e decore



Adepta que sou do "cozinhe com o que tem em casa", lembrei dos milhões de pedaços de ovo de Páscoa que ainda resistiam bravamente aqui em casa e decidi que, no lugar dos Sonhos de Valsa, teríamos Ovos de Páscoa. E fiz assim:

CREME
2 latas de leite condensado
3 gemas
300ml de leite
2 col. de sopa de amido de milho.

Levei tudo ao fogo baixo até engrossar e soltar do fundo da panela. 

Molhei as bolachas de maisena no leite e forrei o fundo da travessa.

Coloquei METADE do creme branco sobre as bolachas. A outra metade ficou na panela e voltou rapidamente ao fogo, onde acrescentei duas colheres beeeem cheias de Nescau e mexi. Desliguei o fogo e acrescentei uma caixa de creme de leite e mexi, mexi, mexi.

Enquanto eu fazia isso, as crianças quebravam os ovos em pedaços pequeninos. Os pedacinhos foram para cima do creme branco (recapitulando as camadas: bolachas, creme branco, ovos de páscoa).

Por cima dos chocolates quebrados foi o creme de chocolate que estava na panela. E por cima de tudo, bolacha maisena moída.

Deu para entender?

Ficou assim ó:


Atentem para as camadas


 Farofa de biscoito de maisena, 

porque todo doce pede um crocante



ATUALIZANDO:




domingo, 15 de abril de 2012

BACALHAU NAS NATAS (adaptado)

Comprei uma bandejinha de lascas de bacalhau salgado. E, mexendo na geladeira para escolhe o menu de domingo, me deparei com ela e, foi então que me dei conta de que nunquinha tinha feito bacalhau. E lá fui eu à caça de uma receita. Com ajuda das minhas amigas Thays Barca e Tatiana Ferraz, primeiro lembrei das pataniscas que comi em Portugal. É um empanado de lascas de bacalhau com ovo. Bem gostosinho. Mas aí lembrei que queria fazer um bolo e os ovos não seriam suficientes. Minha prima Marcella sugeriu que eu começasse com aquela receita clássica com batatas e grão de bico. Não tinha nem um nem outro à mão (já falei para vocês que gosto de cozinhar com o que tem em casa, né?). Mas era esse gosto, doce e massudo que eu estava procurando. Aí lembrei dos infinitos bacalhau nas natas que comi em Portugal. E comecei a adaptação:

1. Deixei o bacalhau de molho para dessalgar.
2. Troquei a água mil vezes ao logo do dia e, à noite, fui desfiando as lascas até ficarem bem miúdas.
3. Piquei uma cebola pequena em pedacinhos pequeninos e refoguei no azeite. Quando as cebolas murcharam e ficaram transparentes, acrescentei o bacalhau. Coloquei um pouquinho de pimenta do reino branca, um pouquinho de páprica doce e um punhado de salsa desidratada. E fiquei ali cozinhando.
4. Enquanto isso, coloquei seis mandioquinhas para cozinhar.
5. Quando estavam cozidas, cortei as mandioquinhas em rodelas e forrei o fundo de uma assadeira. A essa altura, o bacalhau já estava pronto e coloquei por cima das mandioquinhas, formando uma segunda camada.
6. A terceira camada foi feita assim: dissolvi duas colheres de sopa de maisena numa caneca de leite e levei para engrossar na mesma panela em que cozinhei o bacalhau. Coloquei uma colher de sopa de manteiga e deixei encorpar. Quando estava com consistência de molho branco, juntei duas colheres bem cheias de requeijão cremoso e uma caixinha de creme de leite (às favas com a intolerância à lactose e com o colesterol certo?). E mexi para misturar bem e jamais embolar.
7. Coloquei por cima do bacalhau e forno. Foram uns 40min em fogo alto para gratinar.

Ficou muito lindo e delicioso. Eu, minha mãe e minha filha detonamos meia travessa. De tal forma que só deu para tirar foto do que sobrou....

Incredable, é a melhor tradução

sábado, 7 de abril de 2012

A DELÍCIA DE SER DO CONTRA

Acho que aprendi com meus pais. Ou nasci assim mesmo. Sei que piorou um pouco depois que casei e piorou bastante depois que tive filhos. O fato é que, cada vez mais, não consigo concordar com verdades taxativas e intransponíveis sobre a vida na cidade. Ok, pode me chamar de privilegiada, porque moro num reino encantado da cidade. Mas não é lugar em si que faz a diferença, é a presença e a atitude do cidadão.

Veja bem: São Paulo é uma cidade para se curtir a pé? Claro que não (ainda mais o meu enladeirado bairro). Pois eu fui ao teatro a pé e voltei a pé com minha filha. Pode falar de novo que é um privilégio ter um teatro tão perto. É mesmo, por isso faço uso dele. Adoro. Outra coisa, São Paulo custa caro. Fato. Essa cidade perdeu o juízo na hora de etiquetar produtos e serviços. Mas o teatro foi na faixa, no III Festival de Teatro Infantil do Centro da Terra. Ou seja, quando a gente quer, acha alternativas.

Aí vem a filosofia. Quando a gente anda a pé, se sente no direito sagrado de ocupar a rua e desafiar os carros (por que eles e não eu?). A calçada da rua do teatro é cheia de enormes árvores que ocupam toda a largura do passeio. Não dá para passar ali, de forma que temos de ir pelo asfalto mesmo. E os carros tem de esperar. Simples assim. Naquela rua - ao menos ali - são as pessoas que mandam. E o fato de o teatro ser de graça, iguala as pessoas. Está todo mundo em pé de igualde, de forma que ninguém se impõe ao outro com os arroubos de poder que o "eu paguei, então tenho o direito" faz subir à cabeça.

Por fim, há a arte. Antes das peças, o teatro oferece uma oficina de confecção de máscaras, origamis, fantoches para teatro de sombras. De graça, à vontade, uma hora inteira para adultos e crianças brincarem de desenhar, pintar, recortar, colar e montar. Ou só ficar olhando, como eu fiz. Arte é um pouco como a literatura e faz a gente tratar dos grotescos, dos horríveis, dos malévolos, para chegar ao belo, ao surpreendente, ao mais humano. E assim, com espíritos elevados, crianças e adultos seguem para o espetáculo tão bonito. Jogos de projeção, humor, cores e luzes, um cenário lindo e uma história encantadora. De graça, que começa na hora marcada, e faz muito bem a todos ali.

Depois das palmas, caminhamos até a padaria, enfrentamos uma empadinha de frango, compramos o pão e o leite do café da manhã de amanhã e voltamos andando para casa, comentando a peça e a alegria de com tão pouco ficarmos tão contentes. O único esforço é seguir nadando contra a correnteza de que devemos ficar trancados em nossos bunkers eletrificados e com segurança 24h, porque São Paulo é uma cidade inóspita e perigosa, sem opção. Acho que ser do contra é um ser um tanto livre para dizer: essa cidade aí não me interessa, não me pertence, não a alimento. Minha cidade é outra e cabe tudo isso que falei, com direito a escolha. Ser marginal pode ser, portanto, uma decisão verdadeiramente delicada.

Sábado, aleluia!

O almoço aqui, em geral, começa na noite anterior, quando passo o freezer em revista e, a partir das opções que temos ali, vejo as preferências de cada um que vai almoçar em casa. A carne escolhida foi uma picanha. Ontem era dia de peixe, então hoje precisamos de um bovino para alimentar as células mais carnívoras. Nossa picanha já veio em bifes e, por isso, precisava de um tratamento especial. Picanha não pode endurecer.É uma espécie de crime.

Aliás, sempre que penso em carne mal-tratada, lembro de uma moça que trabalhou aqui em casa. Um dia cheguei da faculdade e, ainda no elevador, podia ouvir um barulho seco de marteladas tum tum tum tum. Entrei em casa e o barulho vinha da cozinha. Quando entrei naquele ambiente vi a moça debruçada sobre a tábua de carne, golpeando uns bifes sem dó. Sem nenhum dó. "Eram filés-mignons", lembrei... e contive uma lágrima que queria escorrer do meu olho esquerdo, enquanto ela me explicava taxativa que se não bater, a carne não amolece.

Carnes são como mulheres dengosas, precisam ser tratadas com carinho e do jeito certo. Cada carne, uma sentença. A nossa picanha daqui precisava de manteiga, sabia isso só de olhar. Aí lembrei de um amigo que fazia uma pasta de manteiga com ervas e colocava sobre os bifes depois de fritos. E resolvi fazer algo assemelhado. Vamos lá:

(Receita para seis bifes de picanha com 1 cm de altura)

4 colheres fartas de manteiga em temperatura ambiente (não me venha com margarina, pelamor)
2 dentes de alho bem picadinhos
uma pitada gorda de alecrim (do meu jardim)
uma pitada de manjericão fresco.

Misture tudo e passe sobre os bifes e deixe tomando gosto por 1h mais ou menos. Cubra com alumínio e , depois, forno. Calculo que entre 40 e 45min esteja pronto.

Acho que vai precisar corrigir o sal, mas não quis arriscar para não endurecer a carne. Está no forno neste momento. Aviso o que deu já já.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A FELICIDADE É FÁCIL E POSSÍVEL

Encontrei um amigo na fila da cantina da faculdade e, em pouco  mais de três minutos, chegamos à conclusão de que não é difícil ser feliz e que, na verdade, a felicidade é simples e barata. Estávamos, é claro, nos referindo à parte gastronômica e alimentar que compõe a felicidade (ou alguém duvida que comida e felicidade têm uma relação intensa uma com a outra?), uma vez que estávamos a caminho de um lanchinho no meio da manhã.

Olhei as duas estufas de salgadinhos e as prateleiras todas que sustentam as opções de comida nas duas cantinas e não encontrei nada que me fizesse feliz de fato. Esse amigo, outrora comilão como eu, hoje é um amante de chá e dá um baile no quesito silhueta. Não deixou, contudo, de ser um apreciador da boa refeição e - por isso mesmo - sofre como eu na hora de escolher o que comer nas lanchonetes da vida. Há, como vocês sabem, uma brutal diferença entre fazer o estômago feliz e se empanzinar. Para vocês terem ideia, a primeira atividade, mesmo que seja resolvida com comida calórica, não engorda. Juro. Já a segunda, mesmo que a comida seja pretensamente "light" (como croissant de brocoli, ou mini-torta de peito de peru), engorda só de se sentir o cheiro. Porque estômago feliz não é estômago entupido. Ouso dizer que é bem o contrário disso.

E o fato é que nessas cantinas e de lanchonetes, o que a gente vê mesmo é comida que empapuça, mas não alimenta nem faz feliz. Sejamos honestos. Por isso falei ao meu amigo - enquanto me decidia entre um enrolado de calabresa e um pão de batata recheado com frango com catupiry (Gzuis!!!) - que eu não ia achar nada ruim, nada mesmo, se por ali vendessem uma embalagem plástica com palitos de cenoura, aipo e pepino japonês e um molhinho feito de limão, azeite, sal e pimenta do reino. Vejam que simplicidade, mas reparem a alegria que mora nesse conjunto. Pessoas em volta da mesa, no intervalo das aulas, petiscando "finger-foods" alegres! Outra boa possibilidade seriam torradihas de pão francês com alho e tomate esfregados e um pouquinho de forno para aquecer. Quatro torradinhas no prato já me fariam a mais feliz das pessoas (e se a moça da cantina colocasse uma folhinha de manjericão fresco sobre cada uma das torradas, aí seria a glória!). Reparem que são soluções rápidas, baratas (pouco calóricas, vá lá) e cheias de sabor... Duvido que seja difícil produzir e aposto que muita gente ia querer.

Quando terminei minha digressão, meu amigo teve de concordar. A felicidade é fácil de ser alcançada, ainda que seja só no setor gastronômico. "Mas precisamos começar por algum lugar", arrematou ele, com a sabedoria de sempre.

domingo, 11 de março de 2012

BOLO DE LARANJA LEVINHO

Seis laranjas dormiam na fruteira e, ao me ouvirem entrar na cozinha, pediram para virar um bolo. Não resisto aos pedidos das frutas. Elas querem ser devoradas, mesmo que para isso seja necessário um certo disfarce. Aí eu fiz assim:

INGREDIENTES
5 laranjas
2 xic de açúcar
2 xic de farinha de trigo
1 xic de suco de laranja (natural! Se a laranja estiver azeda, melhor!)
3 ovos
2 col. de sopa de manteiga
2 col. de sobremesa de fermento em pó.

MODO DE PREPARO
Bata as claras em neve (vovó Regina ensinou a juntar uma colherinha de água para cada clara, assim ela cresce mais). Reserve.
Em outra vasilha, junte a farinha, o açúcar, a manteiga, as gemas e o suco de laranja e bata até a massa ficar homogênea. Quanto mais bate, mais fofinha fica. Junte o fermento e bata mais, até incorporar.
Junte as claras em neve e misture à mão, para não perder o aerado que as claras dão.
Coloque numa assadeira e leve ao forno pré-aquecido em temperatura média. Aqui em casa levou 40min.

Espere esfriar um pouco e desenforme. A gente comeu meio quentinho mesmo. Estava incrível, ó:

Minha sobrinha vai levar de lanche amanhã!

JARDINAGEM SENTIMENTAL

Minha filha ganhou, ao nascer, uma linda flor de maio, bem cheia e florida de rosa-choque. Foi uma amiga minha que, quando soube do nascimento da menina - tão perto do seu próprio - rompeu a distância física que nos separava e fez chegar esse presente especial. A flor de maio de minha filha deu muitas mudas e sempre floriu muito, inclusive fora de época, marcando as mudanças de estação sob o ponto de vista da natureza (domesticada, é verdade, mas natureza). Contudo, desde que montei o jardim suspenso aqui no hall de casa - talvez pela mudança de recipiente, talvez pelo novo lugar, sei lá - a planta começou a ficar fraquinha.... deixou de botar as mil folhinhas semanais que sempre botara, não floriu mais e parece sempre ressequida, um tanto tristonha.

Ao longo da semana, portanto, decidi que domingo daria um jeito nisso. Eu não podia ficar de braços cruzados esperando a bichinha morrer. E foi aí, fazendo o transplante e a adubação da flor de maio, que me dei conta de que meu jardim é, na verdade, um jardim sentimental.

Explico.

Tem uma planta que não sei o nome, mas que floresce umas florinhas miúdas e vermelhas, que ganhei de uma amiga ainda antes de casar. A matriz fica na casa da mãe dessa amiga, e já vinha de uma longa tradição de tiras de muda. Essa é a primeira lá em cima. O suporte que a mantém pertinho da janela do hall, um lugar que ela adorou tanto que se derrama toda para baixo, foi uma antiga chefe, atual amiga, quem me deu quando eu saí da empresa dela, como uma lembrança pelos bons serviços prestados.

Logo abaixo dessa planta derramada fica comigo ninguém pode. Presente do meu padastro. Vai tão bem que está tentando quebrar o vaso que a contém. Protege a casa e denuncia a pertença: somos uma casa brasileira e, como diz Marcelo Rosembaum, toda casa brasileira começa com um vaso de espada de são jorge e comigo ninguém pode.

Do lado oposto fica a grade do jardim suspenso, que além de sustentar as derivadas da flor de maio, ostenta orgulhosa uma flor da fortuna que meu filho ganhou ao nascer de outra amiga minha. Essa sofre para se manter viva, mas eu não descuido. Não é mais frondosa como quando chegou, há quase 6 anos, mas está lá brigando. No meio do gradil, pendurei hoje um gerânio (que é a casa de uma minhoca gordinha, que dançou muito ao som de Elis Regina logo cedo). Ele floresce vermelho claro. Tenho uma lembrança embaçada que quando meu irmão estava para nascer, meu pai fez um canteiro de gerânios. É, portanto, para mim, uma flor masculina, cheia de força. Este ano, as jardineiras que fazem companhia às janelas aqui do prédio, serão reformadas e poderemos voltar a plantar nelas. Gerânios serão os eleitos para ocupar esse mini-jardim que os apartamentos humildemente ofertam à São Paulo.

A orquídea que hoje subiu para o gradil veio da família do marido da minha irmã. Não sou muito boa com orquídeas, mas essa está lá, firme, apresentando folhinhas novas de um verde novo. Muita raiz. Não consegui que ela florisse, mas um outro amigo me disse que orquídeas são assim mesmo, tímidas, não se mostram sempre. Mas há que se insistir, porque numa manhã qualquer elas surpreendem e apresentam aquela armadilha perfeita que acostumamos chamar de flor.

A flor da minha mãe é antúrio e esse seu Antônio, meu vizinho aqui da frente, jardineiro de mão cheia, tratou de plantar. Pedi a ele uma mudinha assim que a flor que está lá agora secar. Ele me ensinou que muda a gente só tira quando a flor vai embora. Enquanto isso, rego o lírio branco - que vi a primeira vez na casa da minha mãe, há muitos anos, e quis ter um igual na minha casa (assim como o Santo Antônio, que morava na minha avó, na minha mãe, na minha irmã e aqui em casa também, claro). Lírios brancos são fortes e discretos. Não gostam de sol, resiste a tudo. O vaso que acolhe o meu está até pequeno para ele, mas o lírio não se abate. E flor, viu? duas vezes ao ano.

Faltam ali os temperos, que fazem sentido hoje para mim, e uma árvore frutífera que me traria o cheiro de infância. Ainda não escolhi qual, mas também não tenho pressa. Um jardim sentimental como esse aqui precisa de uma vida inteira para ficar pronto.